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06/08/2026

Secretaria de Turismo e Cultura

Quando a dança termina, a amizade continua: Festival Internacional de Folclore cria laços que atravessam fronteiras

Para quem vive o Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis, os aplausos ao fim de cada apresentação nunca representam um adeus. Eles costumam ser apenas o início de amizades que atravessam estados, países e continentes

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Durante 18 dias, artistas, organizadores, monitores, voluntários e comunidade compartilharam uma rotina intensa de apresentações, oficinas, viagens, refeições, abraços e histórias. É dessa convivência diária que surgem relações que permanecem vivas muito depois que o palco se apaga.

Para a coordenadora geral do Festival Internacional de Folclore, Iasmin Schmitt, essa é a maior herança construída pelo evento. "A maior herança são as relações pessoais, as amizades criadas, o reconhecimento, o carinho e o respeito entre diferentes povos. A gente conhece pessoas incríveis de várias partes do mundo, mas também cria amizades dentro da própria cidade. Existem relações que nasceram por causa do festival e se fortalecem ano após ano."

Soberana do Folclore Alemão em 2014, Iasmin viu sua relação com o evento se transformar ao longo dos anos. Foi princesa, monitora, integrante da comissão organizadora e, hoje, coordena uma das maiores celebrações culturais do Brasil. Nesse percurso, colecionou amizades que ultrapassaram as fronteiras do festival.

Ela lembra que reencontrar grupos que visitam Nova Petrópolis é como receber velhos amigos em casa. "Quando um grupo amigo chega, é como reencontrar pessoas da família. Em meio à correria da organização, basta um abraço para lembrar porque fazemos tudo isso. É uma energia que renova."

Entre essas amizades estão integrantes de grupos da Argentina, de Minas Gerais e do Pará. Em janeiro deste ano, durante as férias, Iasmin viajou até Belém para reencontrar o grupo Frutos do Pará, amizade construída dentro do Festival. "Eles organizaram ensaio, nos ajudaram com roteiro, fizeram questão de estar conosco. Da mesma forma que procuramos acolhê-los aqui, eles quiseram nos acolher lá. Isso mostra que essas relações são verdadeiras."

Segundo ela, a intensidade da programação faz com que poucos dias pareçam semanas de convivência. "A gente acorda e dorme pensando no festival. Vive esse universo durante 18 dias. Cada abraço, cada conversa, cada apresentação cria memórias muito fortes. Por isso as despedidas são sempre emocionantes."

Esse sentimento também é vivido por quem acompanha os grupos durante toda a estadia na cidade. Há sete anos atuando como guia do Festival, Suelen Wunder conhece de perto a transformação que acontece entre o primeiro encontro e o momento da despedida. "Assim que sabemos quais grupos vamos acompanhar, já começamos a conversar com eles. O vínculo começa antes mesmo da chegada. Quando eles vêm, a amizade cresce naturalmente."

Ao longo desses anos, Suelen construiu relações que seguem vivas pelas redes sociais e por mensagens frequentes. Entre as lembranças mais marcantes estão os grupos Takina I Te Ahi, do Chile, e Anastasia Flores Dance Company, dos Estados Unidos. "A gente continua acompanhando a vida um do outro. Eles respondem às nossas postagens, mandam mensagens, fazem convites para visitarmos seus países. Muitos dizem: 'Pode ficar na minha casa quando vier'. Isso mostra que o carinho é verdadeiro."

Segundo ela, o momento mais difícil do Festival continua sendo a despedida. "Sempre me emociono quando chega a hora de dizer tchau. A gente cria um vínculo muito forte em poucos dias. Parece que vivemos um intercâmbio dentro da nossa própria cidade."

Para Suelen, essa convivência resume perfeitamente o espírito do evento. "A diversidade realmente nos une. A cada edição conhecemos novas culturas, fazemos novos amigos e aprendemos muito. Quando o festival termina, a gente já começa a esperar pelo próximo."

Essa rede de amizades também ajuda a explicar o tema da 53ª edição: "O Mundo se Encontra em Nossa Casa". Mais do que receber visitantes de diferentes países, Nova Petrópolis constroi relações que permanecem vivas durante todo o ano. São amizades alimentadas por mensagens, reencontros, visitas e pelo desejo constante de voltar.

O 53° Festival Internacional de Folclore foi realizado pela Prefeitura de Nova Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, em parceria com a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs. O evento contou com apoio da IOV Brasil e financiamento do Pró-Cultura RS, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul; patrocínio master de Dakota, Randoncorp e Sicredi Pioneira; e, ainda, o patrocínio de Banrisul, Corsan, Suibom, Gula Alimentos, Padaria Petrópolis e DGT Monitoramento.

Crédito das fotos: Jei Heydt

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